A mulher aprenda em silêncio - Mulher Pode Ser Pastora?
Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele se
dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém
De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco,
numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a
Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz,
ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias que também o
batizou. Começou então a pregar o Cristianismo.
Juntamente com Simão
Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente
cristianismo . Era também cidadão romano, o que lhe
conferia uma situação legal privilegiada
Treze epístolas
no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é
contestada por estudiosos modernos
. Agostinho
desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas
"obras da Lei . A interpretação
de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de "sola
fide.
A conversão de
Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias
e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda
a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à
formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de
Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as
obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre
a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento",
fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição
Talvez não haja
assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das mulheres servindo
como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante
que não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há
mulheres que acreditam que mulheres não devam servir como pastoras e que a
Bíblia coloque restrições ao ministério das mulheres - e há homens que creem
que as mulheres possam servir como pregadoras e que não haja restrições quanto
à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou
discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.
A Palavra de Deus proclama: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (I Timóteo 2:11-12). Na igreja, Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através do Apóstolo Paulo, restringe as mulheres de exercerem papéis de ensino e/ou autoridade espiritual sobre os homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que definitivamente inclui pregar, ensinar e ter autoridade espiritual sobre os homens.
Há muitas “objeções” a esta visão de mulheres no ministério. Uma objeção comum
é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as
mulheres tipicamente não possuíam uma educação formal. Entretanto, I Timóteo
2:11-14 em nenhum momento menciona a posição acadêmica. Se a educação formal
constituísse uma qualificação para o ministério, a maioria dos discípulos de
Jesus provavelmente não teria sido qualificada. Uma segunda objeção comum é que
Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso de poderem ensinar (I Timóteo foi
escrito a Timóteo, o qual era pastor da igreja em Éfeso). A cidade de Éfeso era
conhecida por seu templo a Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres
eram a autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto, o livro de I Timóteo em
momento algum menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a Ártemis
como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.
Uma terceira objeção comum é que Paulo estivesse se referindo apenas a maridos e esposas, não a homens e mulheres em geral. As palavras gregas em I Timóteo 2:11-14 poderiam se referir a maridos e esposas, entretanto, o significado básico das palavras se refere a homem e mulher. Além disso, as mesmas palavras gregas são usadas nos versículos 8-10. Apenas os maridos devem levantar as mãos santas em oração sem iras ou contendas (verso 8)? Somente as esposas devem se vestir com recato, com boas obras e adoração a Deus (versos 9-10)? Claro que não! Os versículos 8-10 se referem claramente a homens e mulheres em geral, não apenas a maridos e esposas. Não há nada no contexto que possa indicar uma mudança para maridos e esposas nos versos 11-14.
Mais uma objeção frequente a esta interpretação sobre mulheres no ministério é em relação a mulheres que ocupavam posições de liderança na Bíblia, principalmente Miriã, Débora e Hulda no Antigo Testamento. Esta objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Primeiro, Débora era a única juíza entre 13 juízes homens. Hulda era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era por ser irmã de Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezabel – péssimos exemplos de boa liderança feminina. Mais importante ainda, porém, a autoridade das mulheres no Antigo Testamento não é relevante para a questão. O livro de 1 Timóteo e as Epístolas Pastorais apresentam um novo paradigma para a igreja - o corpo de Cristo - e esse paradigma envolve a estrutura de autoridade para a igreja, não para a nação de Israel ou de qualquer outra entidade do Antigo Testamento.
Argumentos semelhantes são feitos usando Priscila e Febe no Novo Testamento. Em Atos 18, Priscila e Áquila são apresentados como ministros fiéis de Cristo. O nome de Priscila é mencionado primeiro, talvez indicando que fosse mais "importante" no ministério do que o seu marido. No entanto, Priscila em nenhum lugar é mencionada como participando de uma atividade ministerial que estivesse em contradição com 1 Timóteo 2:11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo à sua casa e o discipularam, explicando-lhe a Palavra de Deus com mais precisão (Atos 18:26).
Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma “diaconisa” ao invés de “serva”, isto não indica que fosse uma mestra na igreja. “Apto a ensinar” é dado como uma qualificação aos presbíteros, mas não aos diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Os anciãos/bispos/diáconos são descritos como “maridos de uma só esposa”, “um homem cujos filhos creem” e “homem digno de respeito”. É bem claro que essas qualificações se referem a homens. Além disso, em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a anciãos/bispos/diáconos.
A estrutura de I Timóteo 2:11-14 torna a “razão” perfeitamente clara. O verso 13 inicia com “porque” e dá o “motivo” do que Paulo afirmou nos versos 11-12. Por que não devem as mulheres ensinar ou ter autoridade sobre os homens? Porque “primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” Este é o motivo. Deus criou Adão primeiro, e depois criou Eva para ser uma “auxiliadora” de Adão. Esta ordem da Criação tem aplicação universal na família (Efésios 5:22-33) e na igreja. O fato de Eva ter sido enganada também é dado como razão para as mulheres não poderem servir como pastoras ou ter autoridade espiritual sobre os homens. Isto leva alguns a crerem que as mulheres não devam ensinar por serem mais facilmente enganadas. Este conceito é discutível, mas se as mulheres forem mais facilmente enganadas, por que deixar que ensinassem crianças (que são facilmente enganadas) e outras mulheres (que supostamente são mais facilmente enganadas)? Não é isso o que diz o texto. As mulheres não devem ensinar ou ter autoridade espiritual sobre os homens porque Eva foi enganada. Como resultado, Deus deu aos homens a autoridade primária de ensinar na igreja.
As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não são restritas do ministério de orar em público ou profetizar (I Coríntios 11:5), apenas de exercerem autoridade de ensino espiritual sobre os homens. A Bíblia em nenhum lugar faz restrições quanto a mulheres exercendo os dons do Espírito Santo (I Coríntios 12). As mulheres, assim como os homens, são chamadas a ministrar aos outros, a demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).
Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja. Isto não é porque os homens sejam necessariamente melhores professores ou porque as mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual – em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. As mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não restringe as mulheres de ensinarem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés, dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom que lhes foi dado por Deus.
Ao escrever a respeito do papel ou esfera de natividades das mulheres, será que Paulo estava simplesmente expressando sua opinião, ou foi inspirado por Deus? Vistas na sua totalidade, será que as epístolas, ou cartas, de Paulo realmente refletem preconceito contra as mulheres? Em que contexto são empregadas as palavras, acima citadas, de Paulo a Timóteo Atribui-se a Paulo a autoria de 14 dos 27 livros das Escrituras Cristãs. Sua habilidade milagrosa de falar em muitas línguas era evidência de que o espírito santo operava sobre ele. Além disso, ele atestou visões sobrenaturais. (1 Coríntios 14:18; 2 Coríntios 12:1-5) Seu exemplo abnegado, fervoroso e amoroso gerava um vínculo íntimo de calorosa afeição fraternal entre ele e contemporâneos cristãos. (Atos 20:37, 38) Seus escritos, incluindo o que disse sobre as mulheres, fazem parte de ‘toda a Escritura, que é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar’. — 2 Timóteo 3:16.
As mulheres nas
cartas de Paulo
Os escritos de Paulo estão repletos de evidências de reconhecimento e respeito pelas mulheres. Repetidas vezes ele faz referência a elas em seus diversos papéis na congregação e na família. Numa de suas cartas, comparou as qualidades desejáveis do pastor cristão às de uma mãe lactante. — 1 Tessalonicenses 2:7.
O apóstolo teceu
elogios calorosos a respeito de muitas de suas irmãs cristãs, mencionadas por
nome em suas cartas. Alguns dos cumprimentos aos membros da congregação em Roma
foram dirigidos especificamente a certas mulheres ‘que trabalhavam arduamente
no Senhor’. (Romanos 16:12) Com respeito a Evódia e Síntique, ele incentivou os
irmãos em Filipos a ‘persistir em auxiliar essas mulheres, que se esforçaram
lado a lado com ele nas boas novas’. (Filipenses 4:3) Numa carta a Timóteo,
Paulo reconheceu a fé exemplar de Lóide, a avó desse rapaz, e de Eunice, sua
mãe. — 2 Timóteo 1:5.
E há algum
indício do que as irmãs cristãs de Paulo sentiam por ele? Com gratidão, ele
disse sobre Áquila e Prisca, um
casal com quem se associava intimamente, que não só Áquila, mas também sua
esposa, Prisca, ‘arriscaram os seus próprios pescoços por sua alma’. — Romanos
16:3, 4.
Deus ordenou que somente os homens são permitidos servir em posições de
autoridade espiritual de ensino na igreja. Isso não é porque os homens são
professores necessariamente melhores, ou porque as mulheres são inferiores ou
menos inteligentes (que não é o caso). É simplesmente a maneira de como Deus
projetou funcionar a igreja. Os homens devem dar exemplo de liderança
espiritual em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um
papel menos autoritativo. As mulheres são encorajadas a ensinar a outras
mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não restringe as mulheres de ensinar a
crianças. A única atividade que é proibida às mulheres é a de ensinar ou ter
autoridade espiritual sobre os homens. Isso, logicamente, impede as mulheres de
servirem como pastores de homens. Isso não torna as mulheres menos importantes,
de modo nenhum, mas dá-lhes um foco ministerial mais de acordo com o plano de
Deus e Sua dádiva para elas.
Preconceito
contra as mulheres?
“Não critiques severamente um ancião. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, os homens mais jovens, como a irmãos, as mulheres mais idosas, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, com toda a castidade.” (1 Timóteo 5:1, 2) Não é verdade que essas palavras de Paulo a Timóteo reflectem respeito salutar pelas mulheres? Paulo dava uma medida igual de honra tanto a homens como a mulheres na congregação cristã. “Não há nem judeu nem grego”, escreveu ele, “não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vós sois um só em união com Cristo Jesus”. — Gálatas 3:28.
Com respeito aos papéis que Deus designou ao homem e à mulher no casamento,
Paulo escreveu: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor,
porque o marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da
congregação, sendo ele salvador deste corpo.” (Efésios 5:22, 23; note 1
Coríntios 11:3.) É verdade que os papéis do marido e da esposa diferem, mas
isso não quer dizer que um ou outro seja inferior. Os papéis são
complementares, e cumprir cada um seu respectivo papel é um desafio que, se
levado a cabo, promove o bem-estar da família. Além disso, não se intencionava
que a chefia do marido fosse opressiva ou desamorosa. Paulo continuou: ‘O
marido deve estar amando a esposa como ao seu próprio corpo’, estando disposto
a fazer grandes sacrifícios por ela. (Efésios 5:28, 29) Os filhos deveriam
obedecer tanto ao pai como à mãe. — Efésios 6:1, 2.
Digno de nota, também, é o que Paulo disse com respeito às intimidades conjugais. Foi com imparcialidade que Paulo escreveu: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa.” — 1 Coríntios 7:3, 4.
Digno de nota, também, é o que Paulo disse com respeito às intimidades conjugais. Foi com imparcialidade que Paulo escreveu: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa.” — 1 Coríntios 7:3, 4.
‘A mulher esteja em silêncio’
Será que as palavras de Paulo em 1 Timóteo 2:12, citadas no primeiro parágrafo, ao defender o “silêncio” das mulheres, originam-se de preconceito contra elas? Não! O “silêncio” requerido era em relação a ensinar e exercer autoridade espiritual na congregação, em consideração ao já mencionado relacionamento homem—mulher estabelecido por Deus.
Isso não
significa que as mulheres não possam ser instrutoras da verdade divina. Paulo
incentivou as mulheres de mais idade a ser “instrutoras do que é bom” para as
mulheres mais jovens. Seguindo o exemplo de Eunice e de Lóide, que instruíram
Timóteo, as mães cristãs devem instruir os filhos em maneiras piedosas. (Tito
2:3-5; 2 Timóteo 1:5) Assim, qual é sua conclusão? Será que os escritos de
Paulo, vistos na sua totalidade, justificam a acusação de preconceito contra as
mulheres.
Por que o apóstolo Paulo disse que as mulheres deviam
ficar caladas nas igrejas?
A passagem em que o apostolo Paulo disse que “ as mulheres estejam caladas nas
igrejas” está em 1-corintios 14:34.
O apóstolo Paulo não estava sendo machista nesta
situação.
O que acontecia
era o seguinte: o corinto, era uma cidade portuária, e por isso, vinham pessoas
de todos os lugares do mundo. Juntamente com as pessoas, vinha as suas crenças
religiosas. Devido estes motivos, havia em corinto, em honra a
vários deuses, inclusive, o templo de Afrodite, que envolvia relações sexuais
(prostituição cultual).
Para não permitir
que estas prostitutas cultuas incentivassem as pessoas a adorarem Afrodite
dentro das igrejas, pois deste modo, as sacerdotisas de Afrodite, não teriam
como incentivarem o culto da Afrodite dentro das igrejas.
Foi por esta
razão que PAULO disse que as mulheres deveriam permanecer caladas dentro das
igrejas.
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